Reflexão

"A transformação não acontece só na mente. O conhecimento, sem as mudanças de comportamento, é estéril. A consciência que não tem atos correspondentes não traz nada à luz".

June Singer

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"Eu estou vivo e o meu maior desejo é me transformar".

Elias Canetti

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O Ser e a Leveza


Afinar, tornar o que é pesado mais leve. Perder peso. Tornar-me menos sólida, menos densa. Afinar a vida em leveza, mais delicada. Aprender a me curvar como os bambuzais, sem perder a firmeza do corpo. Render-me ao apelo da massa, tornar-me talvez menos eu, ao mesmo tempo mais Eu. Privar-me em algum tempo do que é bom em nome do que é melhor.

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A minha fome

Eu tenho fome de pão, de afeto e de bondade.
Tenho fome de beleza, de arte e de sorrir.
Tenho fome de correr, de damasco e de caju.
Tenho fome de voar, fome de subir e fome de morango.

Também tenho fome do porvir, fome de escutar e fome de crescer.
Eu quero doçura, caloria e poesia.
Eu quero arroz, quero feijão e quero um pouco de solidão.

Mas eu quero um tantão de amor, de calor e de sorvete.
Eu quero água, nutrientes, quero paixão.
Eu tenho a fome do espírito, tenho dentes afiados.

Eu quero ser, quero viver, mas quero doer.
Eu quero meu corpo em dia, mas quero minha alma inteira.
Eu tenho a fome dos justos, dos desvalidos, não sou só pão.

Minha fome é antiga, minha língua quer sentir
todo sabor toda cor, toda comida
que engrandeça a alma, que emagreça o corpo,
Mas que alimente o espírito.

Também tenho fome de beijo de abraço e de livro bom.
Faz falta em mim sua música, perfume e ilusão.

Eu sou faminta de selva, de cinema e de licor.
Tenho suor feito de óleo e lágrimas de folhas de louro.

E sem dourar a receita, você tem fome de quê?

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Se eu fosse ...

  • Um objeto: Espelho
  • Um mês: Maio
  • Um nome: O meu
  • Um número: 7
  • Uma cor: Vermelho
  • Uma flor: Girassol
  • Um livro: Do Amor e outros demônios
  • Um filme: Nós que aqui estamos por vós esperamos
  • Um pecado: Preguiça
  • Uma pedra: Esmeralda
  • Um animal: Golfinho
  • Uma carta do Baralho: Rei de Ouro
  • Um signo: Leão
  • Um planeta: Saturno
  • Um lugar: Ouro Preto
  • Uma palavra: Liberdade
  • Um cheiro: Terra molhada
  • Uma parte do corpo: Útero
  • Um sentimento: Saudade
  • Um verbo: Voar
  • Um estação: Inverno
  • Um instrumento musical: Sanfona
  • Uma bebida: Água de coco
  • Uma comida: Arroz com feijão
  • Um gosto: Amora
  • Um dia da semana: Sexta-feira
  • Uma árvore: Seringueira
  • Um brinquedo: Balanço
  • Uma peça de roupa: Saia
  • Uma dúvida: Quem sou eu?
  • Uma frase feita: “Só sei que nada sei”
  • Um disco: Strategie de la rupture – Wim Mertens
  • Uma música: Darpa
  • Um cômodo da casa: Cozinha
  • Um cosmético: Batom
  • Um feriado: Ano-Novo
  • Uma nota musical: Sol
  • Uma profissão: Antropologia

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    Disciplina


    Disciplina é a capacidade que permite à razão ser mais forte e vencer nossas vontades e nossa preguiça. É porque desenvolvemos essa qualidade que conseguimos fazer exercícios maçantes todos os dias na mesma hora; que evitamos comidas com muitas calorias ou prejudiciais à saúde; que nos faz abrir mão de coisas materiais para poupar e atingir um objetivo maior. Pessoas disciplinadas conseguem estudar quando, na verdade, estavam com vontade de assistir à televisão ou bater papo com os amigos.

    Não resta a menor dúvida: os disciplinados terão maiores chances de sucesso nas atividades às quais se dedicarem. Entre talento e disciplina, é melhor ter os dois. Porém, a longo prazo, esta última é mais importante. Mas precisa ser conquistada. É verdade que há pessoas que aceitam melhor as contrariedades. Essa capacidade de aceitação aumenta à medida que se desenvolvem a linguagem e o raciocínio lógico. Ambos nos ajudam a compreender por que nossas vontades nem sempre podem ser satisfeitas. Aprendemos a suportar melhor a dor. O adulto experimenta enorme satisfação quando se sente disciplinado.

    Sim, porque é nestes momentos que nos consideramos animais mais sofisticados, que definimos com propriedade de racionais. A alegria íntima de quem se levanta cedo, faz exercícios e chega na hora certa aos compromissos assumidos é algo que não pode ser subestimado. Sentimo-nos fortes quando conseguimos nos controlar – coisa muito difícil. Sentimos que vencemos a batalha mais árdua: a interior. A auto-estima cresce. Devemos aprender, desde cedo, a abrir mão das vontades, sempre que a razão assim achar conveniente e útil.

    Texto livremente adaptado do artigo "Disciplina e Educação", do médico Flávio Gikovate.

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    Um pouco de mim:

  • 35 anos.
  • Casada com minha alma gêmea.
  • Mãe de um lindo garotinho.
  • Funcionária Pública.
  • Antropóloga de coração.
  • Astróloga por diversão
  • Advogada de formação

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  • Data Inicial: 30/10/05

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  • Quando eu chegar aos 70kg, vou me dar de presente um belo álbum de fotos, tiradas por um fotógrafo. Acho que todo mundo merece se ver bonito, ver sua beleza realçada pelas mãos de um profissional.

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    Meu e-mail

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    Incentivos & Aliados:

  • Minha agenda alimentar, onde eu vou continuar anotando tudo que como.
  • Este blog.
  • O blog dos 100 dias
  • Qi Mental.
  • Programa Espiritual.
  • Significados.

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    FAZER DIARIAMENTE:

  • Sentar pra comer
  • Mastigar devagar
  • Prestar atenção no gosto das coisas.
  • Saborear de verdade a comida.
  • Comer sem ver televisão, sem falar ao telefone, sem estar no computador, etc...
  • Anotar o que eu como.
  • Beber água (e isso nem é tão difícil, eu adoro água).
  • Fazer o Qi mental 3 vezes.
  • Comer mais frutas.

    E já tá bom pra começar.

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    Inspiração:

    Sara

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    Selo:

    Nalu

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    Posts


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  • 6.3.2007

    Chamar de gordo é ofensa?


    Monica Beraba, no Bar Jobi, no Rio de Janeiro, onde foi vítima de preconceito


    Felipe Varanda/ÉPOCA

    Mulher chama a polícia por se sentir discriminada em bar da zona sul carioca



    Ruth de Aquino


    Era um sábado de sol depois do carnaval. No Jobi, muito mais do que um boteco, templo cinqüentão da boemia carioca, no bairro do Leblon, um policial entrou de metralhadora no coldre e se dirigiu ao balcão. Não era para tomar um dos 1.360 chopes servidos ali diariamente nem para provar um dos 500 bolinhos de bacalhau que saem da cozinha num dia comum. Ele tinha sido chamado por Mônica Beraba, 54 anos e 108 quilos. Irritada com duas moças que a chamavam de gorda em tom de gozação a cada vez que pedia um prato ou uma bebida, Mônica chamou a patrulha do 23o Batalhão da PM. A gota d'água, disse, foi a banana frita. "Lá vem A GORDA pedindo sobremesa", teriam comentado as clientes esbeltas.

    Cabo Cunha, louro, magro e alto, que até a véspera trabalhava do Complexo da Maré (que engloba 17 favelas), não encontrou testemunhas que se dispusessem a ir à delegacia para registrar a ocorrência. No primeiro dia de serviço no Leblon, o cabo Cunha descobriu que a sensibilidade é outra nos botecos da Zona Sul. O bar se dividiu: afinal, "chamar de gordo é ofensa?" Mônica ignorou risinhos dos fregueses. E ficou feliz porque as moças, segundo ela, tiveram que abaixar a cabeça quando o cabo Cunha entrou no Jobi. Para o policial, ela disse: "Se eu chamar algum garçom de preto, posso ir presa por racismo. Por que podem apontar o dedo pra mim e me chamar de gorda publicamente? Sou gorda, sim, mas não porque quero".

    O advogado criminalista Marcelo Câmara dá razão a Mônica. Chamar de gordo como comentário pejorativo é caracterizado pela lei como injúria. "Quem faz isso em público pode receber uma pena de um a seis meses de detenção, com multa a ser determinada pelo juiz, se não houver acordo no juizado especial, com pedido de desculpas ou pagamento de indenização por dano moral", diz Câmara. O psicanalista Alberto Goldin acha que chamar alguém de gordinha de maneira carinhosa, vá lá, tudo bem, se a pessoa for íntima. "Ser gordo", diz Goldin, "já foi até moda e símbolo de status".

    Hoje, a ditadura é da magreza e do corpo sarado. E o gordo - mais ainda, a gorda - sofre com a chacota e o preconceito. "O ex-síndico do meu prédio chegou a dizer uma vez que não ia entrar no elevador comigo porque podia cair. Já me chamaram de 'elefante no velocípede quando eu passeava de bicicleta", reclama Mônica. Entrar em algumas butiques femininas chega a ser constrangedor, segundo ela. Antes que peça uma roupa para a sobrinha, a vendedora vai logo dizendo: "Aqui não tem número seu não". Chamar de gordo com intuito de agredir, diz Goldin, é ofensa à diversidade humana.

    Com mulher é pior. Palavra de psicanalista. Homem gordo com conta gorda no banco, segundo ele, não tem tanta dificuldade em encontrar companhia. Mulher muito acima do peso, fora de forma, além de sofrer com a saúde e a auto-estima, também encara muitas vezes a solidão. O cabo Cunha tentou sugerir a Mônica uma saída: "Por que a senhora não vai ali para a Pizzaria Guanabara (na esquina perto do Jobi), pede uma pizza, e se alguém a incomodar de novo, responde, 'sou gordinha mas sou feliz'?" É que o preconceito machuca. "Fiquei mal com toda essa história", diz Mônica.

    Fonte: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG76619-5856,00.html